Após alterações no Trauma de Campina, Jhony Bezerra afasta rumores de atrito com Galdino e relembra capital político

O superintendente da PB Saúde e ex-candidato a prefeito de Campina GrandeDr. Jhony Bezerra (PSB), subiu o tom ao comentar a recente mudança no comando do Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes. Segundo ele, a decisão do governo estadual foi tomada sem diálogo com o grupo que representa quase 100 mil votos na cidade, número que, afirma, precisa ser considerado em qualquer debate sobre espaços políticos.

Jhony destacou que sua insatisfação não é pessoal, mas política. Ele defende que a composição do governo em Campina deve refletir a força mostrada nas urnas e o trabalho desempenhado por vereadores, lideranças e pelo próprio grupo que ajudou a ampliar a presença governista na cidade. “Eu não quero personificar. Não tenho ressentimento com Adriano ou Murilo Galdino, gosto dos dois. O que estou dizendo é que os espaços em Campina Grande precisam ser discutidos pelo tamanho de cada um. Só quero que reconheçam o nosso trabalho”, afirmou.

A declaração ocorre após o governador João Azevêdo (PSB) nomear o médico Matheus Pedroso Cavalcanti, genro do presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB)Adriano Galdino (Republicanos), como novo diretor-geral do Hospital de Trauma de Campina Grande. Matheus assume o posto antes ocupado por um aliado de Jhony Bezerra.

A mudança foi interpretada como um gesto político ao grupo de Galdino, que recentemente retirou sua pré-candidatura ao Governo do Estado e declarou apoio ao projeto de reeleição comandado pelo vice-governador e pré-candidato Lucas Ribeiro (PP).

Jhony, porém, afirma que seu grupo não foi consultado sobre a substituição. Ao ser questionado se os votos obtidos na eleição passada deveriam pesar na discussão, Jhony foi direto: “Claro, como não posso ser considerado? Esses votos estão na urna. Saímos de 30 mil para 100 mil em quatro eleições. Não estou reivindicando cargo nem fazendo chantagem. Todos sabem do meu compromisso com o governo. Mas estou defendendo um grupo que trabalha dia a dia em Campina”, argumentou.

O superintendente da PB Saúde reforçou que a base campinense, formada por 11 vereadores, um candidato a vice-prefeito e seu próprio desempenho eleitoral, precisa ser levada em conta nas decisões estratégicas do governo estadual.

Jhony afirmou compreender que a política envolve acomodação de aliados, mas ponderou que qualquer movimento desse tipo precisa ser construído coletivamente. “A mudança foi para contemplar um aliado e eu não sou contra. Mas mudanças feitas sem diálogo desagradam não só a Jhony Bezerra. Desagradam 10 vereadores também. Não é chegar e pedir cargo. É sobre reconhecimento. Os espaços precisam ser discutidos.” disse ao podcast A Tal da Política, apresentado pelo radialista Rudney Araújo.

Perguntado se ficou ressentido com a condução da mudança, Jhony ampliou a crítica: “Quando digo que precisamos ser ouvidos, não é para fazer pressão por cargo. Cargo não me compra e nem me satisfaz. Estou aqui pelo meu trabalho. Foram quase 100 mil votos de um grupo inteiro. Precisamos dialogar para construir o espaço de cada um”, concluiu.

Ele reforçou que a base governista em Campina tem sido uma das principais defensoras do governo estadual e responsável pelo crescimento dos aliados nas últimas eleições.

Redação Fonte83

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