Francisco de Paula Melo Aguiar
Todo mundo se acha no dever de abrir à boca e dizer o que lhe vier à mente para narrar seus acertos e desacertos.
E não é por acaso que a isso sempre se entendeu como sendo a justificação de seus atos como sinônimo relativo e ou não do que chamamos de humanização.
E isso é correto, uma vez que, geralmente, se tocou só uma dimensão psicológica do ser humano: sentir-se livre de culpa de quaisquer espécies e reconhecer-se como sujeito finito sem a necessidade de auto-afirmar-se constantemente frente a Deus, aos outros e a si mesmo com e ou sem culpa.
E até porque Deus e ou a Natureza não é pobre nem rico, ele(a) veio e está no meio de todos nós, o tempo todo durante nossa passagem pela terra, onde somos justificados pela fé e esquecemos de nossas atitudes e ou de nossas obras.
Em sendo assim, não temos uma coisa e ou outra, porque a fé sem às obras é morta.
Assim mesmo, no entanto, isso ainda não é o suficiente em um mundo dividido e onde os excluídos e ou invisíveis irrompem na história de nossa era, ainda que por analogia, como um fenômeno de árvore sem sombra e raízes.
E até porque, há uma relação profunda entre a desumanização psicológica e a desumanização corporal, cultural e social do ser humano, pois é aí onde se apalpam as marcas da desnutrição e da insignificância que fragilizam os nossos irmãos e irmãs de todos gêneros e etnias, de modo que somos contra quaisquer tipo de condenação e ou estereótipos.
Não importa a ideologia e o regime político adotado em qualquer nação do mundo, se às necessidades básicas da população não for saciada, pois. na situação atual, em que se encontra, por exemplo o Brasil, no qual o sistema econômico neoliberal tende a excluir milhões de seres humanos do acesso â satisfação das necessidades vitais, salvo os programas sociais advindo dos beneficiários do CadÚnico, como forma manipuladora de manter os excluídos, politica e eleitoralmente calados, já que nenhum dentre eles se qualifica e ou se apresenta como candidato a quaisquer cargos eletivos da direita e ou da esquerda, preferindo silenciar e ou acomodar-se no anonimato para ser beneficiado com os programas sociais em vez de ter voz e protagonizar outras oportunidades de vida.
Em sintese, uma sociedade como a nossa, onde os excluídos e ou invisíveis são considerados não-pessoas, é essa a leitura e a releitura fria que se faz da justificação e ou narrativa pela fé faz-se imprescindível, não importando os nomes das religiosidades que funcionam como laboratórios antidepressivos.










