Ladrão de mais de 100 bancos, preso em Alagoas, vive falido no interior do RN

ladrao de mais de 100 bancos preso em alagoas vive falido no interior do rnA imagem estampada na edição de 6 de julho de 2002 do Jornal de Fato resume um dos capítulos mais emblemáticos da história criminal do Nordeste. Com a manchete “Pedro Rocha é preso em Maceió”, o jornal registrou o fim da última fuga de um dos assaltantes de banco mais temidos da região: Pedro Rocha Filho, conhecido como “Coroa”.

A fotografia, publicada na editoria de Polícia, mostra o rosto do criminoso poucos dias após a captura em Alagoas, resultado de uma operação que encerrou anos de perseguição interestadual. À época, Pedro Rocha era procurado por forças de segurança de pelo menos cinco estados, Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí e Alagoas, por envolvimento em roubos a bancos e carros-fortes.

A prisão em Maceió, realizada pela Polícia Federal em 2002, marcou o desfecho de uma trajetória criminosa iniciada ainda na década de 1980 e caracterizada por ações consideradas cinematográficas. Segundo investigações, Coroa liderou quadrilhas responsáveis por mais de 100 assaltos a instituições financeiras no Nordeste, utilizando reféns, armamento pesado e rotas de fuga planejadas.

Mais de duas décadas depois, a manchete histórica contrasta com a realidade atual do personagem. Aos 67 anos, Pedro Rocha vive em condições precárias no interior do Rio Grande do Norte, dependente de ajuda familiar e da Defensoria Pública. Em recente relato, afirmou não ter onde morar e classificou sua trajetória no crime como um erro que “não valeu a pena”.

Condenado a mais de 131 anos de prisão, Coroa cumpriu pouco mais de 26 anos antes de obter prisão domiciliar, em 2021. Sua história foi reunida no livro “Pedro Rocha – A história de um dos mais temidos assaltantes de bancos do Nordeste”, do jornalista e policial penal Márcio Moraes, que também testemunhou de perto a chegada do criminoso ao sistema prisional após a prisão em Alagoas.

*Com informações do UOL

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