TODOS QUEREM O PODER

 

Essa briga pelo poder é tão antiga quanto a humanidade santa e pecadora.

É nação contra nação, reino contra reino, governo contra governo, pai contra filho e filho
contra pai, irmão contra irmão, ideologia contra ideologia, esposo contra esposa e esposa contra
esposo, bem como religiosidade contra religiosidade.
E a política maquiavélica, sem escrúpulo é o diploma de dar honra a quem não tem e de tirar
a honra de quem a tem.
E até porque faltou dinheiro, falta tudo, inclusive piedade e ou solidariedade a favor de quem
fracassou e ou foi derrotado nas urnas, nas escolhas em geral, por exemplo.
Assim sendo, o imaginário mundial conhece “O Príncipe”, obra publicada em 1532 de
autoria do complexo e controverso filósofo italiano Maquiavel, que traz uma abordagem direta
e porque não dizer desapaixonada acerca da natureza e do poder político, tendo como base os
exemplos históricos e por experiência própria como diplomata, que o foi.
E o intelectual Maquiavel na obra aqui referida, oferece conselhos práticos de como
conquistar e manter o poder, porque, aí é mais quinhentos e ou onde a porca torce o rabo,
reforçando, assim, a importância de manter a solidariedade e a lealdade do povo e dos
correligionários e dos aliados.
O poder e a liderança não é algo utópico, porque se assim não for “o homem que tenta ser
bom o tempo todo está fadado à ruína entre os inúmeros outros que não são bons”, segundo
Nicolau Maquiavel, porque todos querem ter poder, porque o indivíduo sem mandato popular
é rolete chupado.
E em “As 48 leis do poder”, o leitor aprende a manipular pessoas para alcançar seus
objetivos, sejam eles da situação e ou da oposição, democrático e ou autoritário.
Em síntese, somos viajantes oficiais e ou oficiosos de um imaginário infinito, desconhecido
e repleto de narrativas sobre os mundos e os mitos encantados, personagens inesquecíveis de
histórias que motivam a refletir, a incentivar e suas histórias nos faz viajar sobre o mundo e os
mistérios da vida, da política como uma diversão perigosa e não um instrumento pedagógico do
tipo recreio diário, porque nenhum dos participantes dela sai de saco vazio, algo análogo a quem
ler um livro que não sai de mente vazia, porque todos querem o poder…

Francisco de Paula Melo Aguiar

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