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O homem teve origem, segundo a teoria criacionista de Deus, quando
o fez de barro, ex-vi o que nos informa o livro de Gênesis, escrito por Moisés, o
líder religioso e profeta da cultura judaica-cristã. Portanto, assim Adão não foi
gerado, não teve parto e não foi também infantil, adolescente, adulto e velho, e
teve como genitora a mãe Terra.
Assim sendo, Adão teve origem nas mãos da perfeição suprema,
porém, “a coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve
fazer do seu próprio conhecimento”, segundo a visão de homem do filósofo grego
Platão (428a.C – 347a.C).
E mesmo assim Adão não fez porque era imperfeito, então coube a
Deus, o médico Supremo, tirar-lhe uma costela enquanto dormia e sem
anestesia, para completar a invenção criacionista fazendo Eva, da mesma
matéria prima, o barro, embora com características e especificidades emocionais
distintas do sexo, na fala e dando-lhe o útero para procriar.
Assim veio e ficou até os dias atuais a invenção perfeita de Deus ao
criar sua imagem e semelhança, sem o ser ele próprio.
E o homem desde sua origem é imperfeito não por vontade de Deus,
más por sua teimosia em botar a carroça à frente dos bois, isso explica a
parábola da desobediência via o ato de comer a maçã.
E isto é fato, porque “o homem que deseja ser perfeito, inevitavelmente
torna-se um neurótico, porque não consegue estar aqui. Ele vive no futuro, que
não existe. Não pode desfrutar o presente momento, só condená-lo. Não pode
amar esta mulher, porque tem uma idéia da mulher perfeita. Não pode amar este
homem, porque ele não é perfeito. Não pode saborear este alimento, esta
refeição, esta manhã, nada mais o satisfaz, não pode satisfazer. Sua expectativa
está sempre presente: ele está sempre comparando e sempre se
decepcionando.” segundo o guru do sexo indiano OSHO (1931-1990), em sua
obra “Vá Com Calma”, vol. 3 – Cap. 2, Editora Gente.
Antes de tudo, Deus é o Grande Arquiteto do Universo acima de tudo e
de todos, fez, faz e fará tudo e todos com sua perfeição divina, enquanto o
homem com sua imperfeição humana do corpo, da alma e do espírito, continua
a desafiá-lo querendo brincar de Deus, via às mais diversas teorias humanas
possíveis com a vida, a exemplos da inseminação artificial ou intrauterina; ou do
bebê de proveta originário da fertilização in vidro (fecundação em laboratório),
em tese não somos contrarios porque se trata do avanço científico. E se não
bastasse, o homem brincar assim com a vida, atualmente, se brinca com algo
romantizado aumentando assim a sobrecarga da maternidade e da paternidade
inexistente com o bebê Reborn, algo sem vida para a vida toda.
Em síntese, os argumentos a favor do bebê Reborn, entre outros são:
possibilidade de terapia; arte e criatividade; acesso a uma experiência e ou
simulação de maternidade/paternidade. Enquanto os argumentos contrários
são: confusão entre realidade e fantasia; coisificação e ou romantização da
maternidade/paternidade ; possível impacto no desenvolvimento emocional;
exploração de crianças reais e existenciais segundo a legislação do ECA/Código
Penal Brasileiro existente e ou a existir. Portanto, o que a sociedade
internacional e a nacional brasileira está discutindo neste momento sobre o bebê
Reborn? Está discutindo direitos e responsabilidades; relacionamentos e
vínculos; e o impacto na própria sociedade imperfeita.
Francisco de Paula Melo Aguiar