O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (4) a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL–SP), atendendo a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). A medida ocorre diante de indícios de que a parlamentar estaria tentando fugir da Justiça.
Além da prisão, Moraes determinou o bloqueio de bens, salários, contas bancárias (inclusive via PIX), veículos, aeronaves e embarcações, além da suspensão dos perfis de Zambelli em redes sociais como Instagram, X, TikTok, Facebook e LinkedIn. Também ordenou multa diária de R$ 50 mil em caso de novas postagens que reiterem “condutas criminosas”.
Zambelli, segundo sua assessoria, está no estado da Flórida, nos Estados Unidos. Ela teria saído do Brasil em 25 de maio pela fronteira com a Argentina e voado de Buenos Aires para os EUA. A parlamentar afirma que está em tratamento médico e pretende se licenciar do mandato.
Moraes justificou a decisão com base no risco de fuga e na proximidade do julgamento de embargos contra a condenação já proferida pelo STF. Segundo o ministro, a viagem anunciada à Europa revela “inequívoca intenção de se furtar à aplicação da lei penal”.
Zambelli foi condenada por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, após o episódio em que perseguiu armada um apoiador de Lula em São Paulo, em outubro de 2022. O julgamento foi interrompido por pedido de vista do ministro Nunes Marques, mas seis ministros já votaram por sua condenação a 5 anos e 3 meses de prisão, com perda do mandato.
A deputada também é investigada em dois inquéritos no STF — um sobre fake news e outro sobre milícias digitais, que apuram ataques ao Judiciário e supostas articulações golpistas após as eleições de 2022.
Na Justiça Eleitoral, Zambelli foi condenada à perda do mandato e à inelegibilidade por oito anos por abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação. O caso está em análise no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).









